segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Violência sexual contra crianças é grande no país



A Secretaria Nacional de Direitos Humanos divulgou relatório que aponta dados preocupantes em relação à violência contra crianças. O serviço de recebimento de denúncias de violência contra crianças e adolescentes, o Disque 100, registrou em 2009 cerca de 30 mil reclamações de agressões.

Essas denúncias geraram mais do que o dobro de registros de violência – 61 mil, uma vez que uma mesma reclamação pode se referir a mais de um tipo de agressão.

Mais de 15% desses registros são de abuso sexual (9.638 registros), reclamações mais comuns do que as de violência com lesão corporal, exploração sexual, pornografia e tráfico de crianças.

Segundo especialistas, as vítimas de abuso sexual são principalmente crianças e adolescentes vulneráveis socialmente, mas também suscetíveis do ponto de vista psicológico.

A psicóloga Sandra Santos, que coordena em Salvador (BA) um projeto de atendimento de crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual, avalia que os abusadores percebem a falta de atenção e de afeto sofrida pelas vítimas e estabelecem com elas uma relação de poder. “Essa é uma relação de afetividade e de autoridade do adulto sobre as crianças e adolescentes.”

Além dos dados do Disque 100 (baseados em denúncias), não há dados precisos sobre os casos de abuso sexual. Mas, de acordo com o secretário executivo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), o antropólogo Benedito Rodrigues dos Santos, a maior parte dos abusos relatados nos conselhos tutelares e nas delegacias de proteção infantojuvenil é de incesto: pai com filha e padastro com enteada.

Para a psicóloga social Maria Luiza Moura Oliveira, do Conselho Federal de Psicologia, a situação de poder e submissão é comum na relação entre o abusador e sua companheira. “Por que a mãe não conseguiu perceber o abuso? Essa mulher também vem de uma situação de submissão e falta de autonomia inclusive para interditar aquele ato.”

Na opinião de Moisés Bezerra, do Conselho Tutelar da Cidade Operária, na periferia de São Luís, a exploração em ambiente familiar dificulta a denúncia e a prevenção. “A gente tem medo de alguém que possa entrar na nossa casa e roubar, mas a gente não tem medo de quem a gente conhece.”

Denúncias de violência sexual podem ser feitas todos os dias (inclusive sábados, domingos e feriados) pelo Disque 100. O serviço funciona das 8h às 22h. A ligação é gratuita e o usuário não precisa se identificar. A denúncia também pode ser feita no e-mail disquedenuncia@sedh.gov.br .

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Hemepar com baixa no estoque de sangue.




O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), responsável pela assistência hemoterápica de 40 hospitais do Sistema Único de Saúde, tem enfrentado dificuldades na manutenção de estoques de sangue. A situação pode se agravar nas semanas que antecedem o Carnaval, se persistir o baixo número de doadores. A média diária de doações está em 70 doadores, quando o ideal é 150. "Neste período entre as festas de final de ano e Carnaval é quando mais precisamos de doadores, já que há muitas pessoas viajando e é quando a necessidade de sangue aumenta", diz Dori Tucunduva, assistente social da instituição.

No Carnaval a demanda por sangue aumenta por conta de acidentes e outros agravos à saúde. Diante do risco da falta de algum tipo de sangue, o Hemepar solicita que as pessoas façam a sua doação antes do Carnaval, para que os estoques não fiquem reduzidos e os hospitais, desabastecidos. Os tipos de sangue mais requisitados são O positivo e negativo, mas toda doação é importante.

Em Curitiba e Região Metropolitana, o Hemepar atende 40 hospitais, entre eles o Hospital do Trabalhador, Hospital Angelina Caron e Hospital São Lucas de Curitiba, responsáveis pelo atendimento de urgências, traumas, transplantes, cirurgias cardíacas, entre outras doenças que exigem transfusões sanguíneas.

O horário de funcionamento do Hemepar é de segunda a sexta-feira das 7h30 até às 18h30 e no sábado das 8h às 18h. O endereço é Travessa João Prosdócimo, nº 145, no Alto da XV. Mais informações pelos telefones 0800-6454555 e (41) 3281-4000.
Fonte Jornale

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SISTEMA CARCERÁRIO E DIREITOS HUMANOS

DALIO ZIPPIN FILHO

ADVOGADO CRIMINALISTA

Recentemente eclodiu na Penitenciária Central do Estado uma rebelião envolvendo os mil e quinhentos presos que ali estão recolhidos, resultando na morte de seis e ferimentos em mais de vinte, deixando os demais sem condições de retornarem às suas celas já que o Estabelecimento foi completamente destruído e parte de suas instalações incendiadas.

Muitas perguntas ficaram no ar sem qualquer resposta, principalmente no que concerne aos motivos pelos quais aconteceu a Rebelião: se por culpa da super população, da movimentação de presos misturando facções rivais, se pela retirada abrupta de policiais militares que davam apoio desde 2001 quando aconteceu a última Rebelião, se pela falta de condições de trabalho impedindo a reabilitação e reinserção social ou por vandalismo de seus ocupantes que só queriam destruir, depredar e incendiar

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Morte de Miguel Donha é lembrada




Angela Donha (filha)




Cerca de cem pessoas participaram na noite de sexta-feira (22), na sede da Prefeitura de Almirante Tamandaré, da manifestação pelos dez anos da morte do empresário Miguel Donha, assassinado por rivais políticos quando se preparava para disputar a Prefeitura local. Desde então, a justiça ainda não chegou aos mandantes do crime.

A vereadora Renata Bueno (PPS) participou do manifesto. Segundo ela, era um momento de dar apoio à família, além de cobrar a justiça. “Não podemos tolerar uma demora tão significativa como essa. Temos que ter uma satisfação por parte do Judiciário”, disse.

Para a mulher de Miguel Donha, Iara, o momento é de tristeza pela falta de justiça. “Precisamos ter a esperança de que um dia esses criminosos serão presos”, disse. Essa expectativa aumentou, segundo Ângela, filha de Miguel, após uma reunião no Ministério Público. “Conseguimos o comprometimento do procurador (Olimpio Sotto) de que o caso tomará um novo rumo e a justiça será feita. Isso alimenta nossas esperanças”, afirmou.

Já o presidente estadual do PPS, Rubens Bueno, lembrou o trabalho feito por Miguel Donha. “Ele sempre esteve presente nas ações do partido, sempre foi muito atuante e um grande exemplo como pai e político”.

Entenda o caso - Em 21 de janeiro de 2000, Miguel Donha e sua esposa estavam retornando de um casamento quando foram abordados por dois homens no portão da chácara do casal, em Almirante Tamandaré. O casal foi levado até Rio Branco do Sul, também na região de Curitiba. No trajeto, os criminosos deixaram primeiro a esposa de Miguel Donha sair do carro. “Depois eles atiraram nas pernas do meu pai e o largaram, que não resistiu”, conta Angela. Desde então, ela afirma que a família já recebeu ameaças para não dar continuidade ao caso e dois dos acusados morreram com evidências de “queima de arquivo".



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vereadora prestigia Escola de Samba de Curitiba


Renata Bueno e Paulo Roberto (Presidente da Escola de Samba)

Com a proximidade do carnaval, as escolas de samba de Curitiba estão a todo vapor, com ensaios, escolha das rainhas, produção das alegorias e carros que desfilarão na Av. Cândido de Abreu.

Ontem a vereadora prestigiou mais um ensaio da escola Acadêmicos da Realeza, que foi bicampeã em 2009 com o enredo "do Alto da Glória para 100 Anos de História" que homenageou o Coritiba Football Club em seu centenário, ensaio este realizado no espaço do Rodeo Country Bar no bairro do Cabral. Renata destacou a importância do Carnaval em Curitiba que a cada ano cresce com uma maior participação da população.